Pular para o conteúdo

O que sua empresa precisa mudar para reduzir o risco operacional

Relatório da IBM revela que custo médio global de uma violação chegou a US$ 4,44 milhões, e a principal causa não está na tecnologia.

A maioria das empresas ainda trata cibersegurança como um tema técnico. No entanto, os dados mais recentes mostram que o principal desafio não está apenas na proteção de sistemas, mas na forma como o risco é gerenciado na operação.

O Relatório do Custo das Violações de Dados 2025, realizado pela IBM, indica que o custo médio global de uma violação chegou a US$ 4,44 milhões. Mais do que o valor, o dado revela um padrão: os maiores impactos não vêm apenas dos ataques, mas da dificuldade em detectar, responder e coordenar ações de forma eficiente.

Além disso, quase metade das violações está relacionada a erro humano ou falhas de processo. Isso reforça que o risco operacional em cibersegurança está diretamente ligado à forma como a empresa está estruturada, e não apenas às tecnologias utilizadas.

Onde o risco operacional realmente surge nos ambientes digitais

Com a adoção de cloud e arquiteturas híbridas, os ambientes se tornaram mais distribuídos e mais complexos. Nesse cenário, o risco deixa de estar em um sistema isolado e passa a surgir nas conexões entre eles.

Violações que envolvem múltiplos ambientes têm custo médio de US$ 5,05 milhões e maior tempo de resolução. Isso mostra que a falta de visibilidade entre ambientes é um dos principais fatores de impacto.

Além disso, o tempo de resposta continua sendo crítico. Incidentes que levam mais de 200 dias para serem resolvidos chegam a custar mais de US$ 5 milhões. Em outras palavras, quanto mais lenta a resposta, maior o impacto operacional.

O impacto da fragmentação entre áreas: segurança, fraude e continuidade

Um dos principais problemas estruturais nas organizações é a fragmentação entre áreas que deveriam atuar de forma integrada. Cibersegurança, fraude e continuidade frequentemente operam com processos, métricas e visões de risco diferentes.

Na prática, isso gera:

  • sobreposição de esforços;
  • análises duplicadas;
  • decisões desalinhadas;
  • respostas mais lentas a incidentes.
  • visibilidade contínua dos ambientes;
  • monitoramento integrado;
  • capacidade de resposta coordenada.

Essa fragmentação impede uma visão completa do risco e compromete a capacidade de resposta em cenários críticos.

Governança e IA: um novo vetor de risco operacional

A rápida adoção de inteligência artificial ampliou a superfície de risco, mas nem sempre acompanhada de governança adequada.

Ainda segundo o relatório, 63% das organizações não possuem políticas de governança para IA, e 97% das violações relacionadas à IA ocorreram sem controles adequados.

Isso evidencia um problema crescente: novas tecnologias estão sendo incorporadas à operação sem os mecanismos necessários de controle, monitoramento e responsabilização.

O papel da visibilidade e da capacidade de resposta

A forma como um incidente é identificado impacta diretamente no seu custo. Quando a própria organização detecta a violação, o impacto é significativamente menor do que quando a descoberta vem de terceiros ou do próprio invasor.

Isso reforça a importância de:

  • visibilidade contínua dos ambientes;
  • monitoramento integrado;
  • capacidade de resposta coordenada.

Sem esses elementos, a empresa não apenas reage mais tarde, como também amplia o impacto do incidente.

Simulações e preparação das equipes

O que as empresas precisam mudar na prática

Reduzir risco operacional em cibersegurança exige mudanças estruturais. Não se trata apenas de investir mais, mas de operar melhor.

A primeira mudança é a integração entre áreas. Segurança, fraude, risco e continuidade precisam compartilhar informações e atuar com uma visão unificada.

A segunda é a construção de visibilidade real sobre ambientes híbridos. Isso inclui entender onde estão os dados, como circulam e quem tem acesso a eles.

Outro ponto essencial é a redução do tempo de resposta, combinando tecnologia, processos e preparo operacional. A adoção de IA e automação já mostrou impacto direto na diminuição do tempo de resposta e dos custos associados.

Por fim, é necessário evoluir a governança, especialmente em relação a novas tecnologias e identidades digitais, que hoje representam um dos principais vetores de ataque.

Conclusão: cibersegurança como capacidade operacional

A pergunta que executivos precisam fazer mudou. Ao invés de perguntar se a empresa está protegida, a pergunta que deve ser feita é de se a empresa está preparada para operar sob risco.

Cibersegurança deixou de ser um tema exclusivamente técnico e passou a ser uma questão de gestão. Envolve integração, governança, visibilidade e capacidade de execução.

Empresas que entendem essa mudança conseguem reduzir impacto, responder mais rápido e tomar decisões mais assertivas. As demais continuam reagindo, muitas vezes tarde demais.

A Zeragon apoia empresas a estruturar essa visão de forma prática, conectando cibersegurança, risco, fraude e continuidade em uma abordagem integrada, orientada à operação e à tomada de decisão.

Se esse é um desafio no seu ambiente, entre em contato conosco.

Reduzir o risco operacional exige integrar áreas, ampliar a visibilidade e coordenar a resposta.